Evite erros caros! Tiago Oliva Schietti explica tudo que você precisa saber sobre os custos do consórcio

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

O consórcio costuma ser apresentado como uma alternativa ao financiamento, mas comparar apenas o valor da parcela pode levar a lições equivocadas. Para saber quanto uma cota realmente custa, é preciso observar taxas de administração, fundo de reserva, seguros eventualmente previstos e possíveis reajustes. A análise ganha importância para quem, como Tiago Oliva Schietti, está associado ao debate sobre consórcios e crédito. Mais do que procurar uma parcela menor, o consumidor precisa compreender o custo total e o prazo da operação.

A parcela não representa todo o custo

A primeira diferença importante está na composição da prestação. No consórcio, o pagamento não corresponde simplesmente ao preço do bem dividido pelo número de meses. A parcela pode incluir a contribuição para o fundo comum, a taxa de administração e outros componentes previstos no contrato, como fundo de reserva e seguros, quando contratados.

Dessa forma, comparar diretamente uma parcela de consórcio com a de um financiamento pode levar a uma análise equivocada. O financiamento geralmente inclui juros que incidem sobre o saldo devedor, enquanto o consórcio apresenta uma estrutura de custos distinta, que deve ser considerada para uma avaliação mais precisa.

O papel da taxa de administração

A taxa de administração remunera a empresa responsável pela organização e administração do grupo. Ela não deve ser confundida com juros, porque sua natureza e sua forma de cobrança são diferentes. Ainda assim, representa um custo que precisa entrar em contato antes da contratação.

O Banco Central acompanha os segmentos e disponibiliza dados sobre administradoras, grupos e cotas. O órgão também estabelece regras para o funcionamento do sistema. Para o consumidor, isso significa que uma análise deve começar pelo contrato e pela identificação de todos os valores que poderão corresponder às prestações.

Tiago Oliva Schietti
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Reajustes também entram na conta!

Outro ponto frequentemente esquecido é que o valor de referência do crédito pode sofrer atualização conforme as regras do grupo. Consequentemente, a parcela inicialmente observada pelo consumidor não deve ser tratada automaticamente como um valor imutável durante todo o período.

Essa característica exige planejamento de longo prazo. O empresário Tiago Oliva Schietti aparece nesse debate sobre crédito justamente em uma questão que merece atenção: uma parcela que cabe no orçamento hoje precisa continuar sendo administrável diante das condições previstas para os meses seguintes. A capacidade de pagamento deve ser avaliada considerando o contrato inteiro, não apenas a primeira cobrança.

O que muda depois da contemplação?

A contemplação é um momento crucial para o consorciado, pois permite a utilização do crédito de acordo com as condições específicas de sua categoria. De acordo com as diretrizes do Banco Central, esse processo pode ocorrer por meio de sorteio ou lance, sempre respeitando as regras estabelecidas pelo grupo e a disponibilidade de recursos financeiros. Essa etapa é fundamental, pois representa a oportunidade de acesso ao bem desejado, mas é importante que o consorciado esteja ciente de que a contemplação não é o fim da análise financeira.

Após a contemplação, a análise financeira deve ser aprofundada. O participante precisa considerar não apenas o preço efetivo do bem, mas também as possíveis discrepâncias entre o valor do crédito e o custo da aquisição. Inclusive, é essencial avaliar os compromissos financeiros que permanecem garantidos à cota, garantindo que todas as obrigações sejam cumpridas de forma adequada. Essa avaliação abrangente é vital para assegurar que o consorciado esteja preparado para as responsabilidades financeiras que virão após a contemplação.

Como comparar antes de contratar?

Uma comparação responsável deve considerar custo total, prazo, valor do crédito, regras de reajuste, condições de contemplação e capacidade de pagamento. Também é necessário verificar quais despesas estão previstas no contrato e como elas serão cobradas.

O Banco Central informa que o contrato de participação deve estabelecer direitos e deveres das partes, além das condições para concorrer à contemplação por sorteio e lance. Essa leitura permite que o consumidor compare consórcio e financiamento de maneira mais precisa. No caso de Tiago Oliva Schietti, a discussão sobre crédito ganha sentido quando desloca a atenção da simples parcela para a estrutura financeira completa da contratação.